O Ministério da Saúde anunciou hoje a ampliação da aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19 ao público acima dos 40 anos. A extensão da faixa etária que vai passar a receber a segunda dose de reforço, como é tecnicamente chamada, vale para aqueles que iniciaram o esquema vacinal com os imunizantes da AstraZeneca, Pfizer ou Coronavac.

Para aqueles que começaram o esquema vacinal com o imunizante da Janssen, que tem dose única, a pasta também anunciou a terceira dose para pessoas com mais de 18 anos e a quarta dose para aqueles que têm mais de 40 anos.

Veja a seguir um resumo dos novos públicos liberados para aplicação de reforço:

Para quem começou vacinação com AstraZeneca, Pfizer ou Coronavac:

4ª dose: para pessoas acima de 40 anos

Para quem começou vacinação com Janssen:

3ª dose: para pessoas acima de 18 anos

4ª dose: para pessoas acima de 40 anos

A ampliação do público-alvo para a quarta dose se dá em um momento em que o Brasil enfrenta, após flexibilizações, uma alta no número de mortes e casos conhecidos e após alguns estados e municípios voltarem a recomendar o uso de máscaras em locais fechados.

Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, o Brasil registrou ontem uma alta na média móvel de mortes pela covid-19 pelo nono dia consecutivo —o aumento foi de 73%. Estão em ascensão também os números das regiões Centro-Oeste (98%), Sudeste (1022%) e Sul (39%).

Em entrevista ao jornal O Globo, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, disse que a quarta dose deve ter a aplicação liberada para toda a população adulta acima de 18 anos nos próximos meses. Segundo Pereira, no entanto, ainda não há uma decisão se todas as faixas etárias terão acesso ao imunizante por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) ou por clínicas particulares.

No começo deste mês, a Saúde já havia ampliado a aplicação da dose em adultos com mais de 50 anos e trabalhadores da saúde de todas as idades. À época, a pasta argumentou que a medida era necessária para considerando a “necessidade de reforçar a imunização da faixa etária e de trabalhadores que estão na linha de frente dos serviços de saúde, com maior risco de contaminação”.

 

Fonte: UOL
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