O retorno de Michael Masi? Segundo o presidente da FIAMohammed ben Sulayem, a trajetória do australiano com a Fórmula 1 ainda não está encerrada, afirmando ainda que Masi pode ser utilizado novamente no futuro.

Após a polêmica final da F1 em Abu Dhabi no ano passado, a FIA anunciou a saída de Masi do cargo de diretor de provas e uma mudança na estrutura, colocando duas pessoas à frente da função para este ano: Niels Wittich e Eduardo Freitas.

Por enquanto, Masi segue na Austrália mas ainda como parte da estrutura da FIA, só que sem um cargo definido, o que pode mudar logo.

Em entrevista ao Daily Mail, Sulayem falou sobre a situação de Masi e sua saída da F1, anunciada no começo do ano.

“Eu não me livrei de Michael”, disse. “Ele tinha uma sobrecarga pessoal [de trabalho]: delegado de segurança além de diretor de prova. Ele cometeu um erro. E não falamos que isso seria o fim de Masi com a FIA”.

“Eu não faço esse tipo de coisa. Eu abraço mesmo quem não votou em mim. Não pensamos em indivíduos, pensamos na operação propriamente dita”.

O presidente da FIA revelou que conversou recentemente com Masi, e deixou a porta aberta para seu retorno às atividades.

“Não conheço Michael muito bem. A decisão [sua demissão] foi tomada pelo Conselho Mundial. Foi um erro humano da parte de Michael. Falei com ele a dois dias. Não tenho nenhum problema com ele. Não odeio ninguém”.

“Michael está ali e podemos usá-lo. Não disse que estávamos nos livrando dele. Disse que podemos usá-lo. Ele pode estar em um bom lugar para isso. Estamos abertos a tudo”.

Na sequência, Sulayem deixou implícito uma forma de usar novamente de Masi, ao afirmar que, em sua visão, a estrutura atual da direção de provas da F1 ainda não é a ideal e que faltam pessoas para preencher a função.

“Nossa estrutura de corrida tinha uma organização errada. E apesar de termos trazido dois novos diretores de prova, não diria que ainda esteja tudo certo. Ainda precisamos resolver algumas coisas”.

“Não é como ir ao supermercado e pedir por mais comissários. Você precisa de pessoas firmes e justas, tolerantes. Eu penso, por exemplo, em trazer copilotos de rally, que precisam de muitas habilidades muiltitarefas, para treiná-los. Precisamos de uma forma de recrutamento”.

“Essa falta de pessoal na FIA precisa ser resolvida. Eu gostaria de ver, no mínimo, três diretores de prova, idealmente no começo do próximo ano”.