O técnico Roberto Fonseca definiu a derrota do Paysandu para o Ferroviário-CE como “doída”. A goleada de 5 a 1 sofrida na Cidade Vozão foi um misto de domínio adversário com uma atuação muito aquém de um time que briga pela classificação ao quadrangular da Série C.

O comandante bicolor ressaltou que o revés serve de aprendizado para as próximas rodadas decisivas da fase de grupo e ressalta as perdas na equipe durante a partida contra o time cearense.

– Tem que tirar algo (de positivo) tanto em vitórias, como em derrotas, principalmente doída como foi essa de hoje. Uma partida onde nada deu certo, perdendo dois jogadores no meio do segundo tempo. Fizemos as substituições, porque não tinha outro jeito. Tínhamos que buscar, tinha que tentar pelo menos buscar o empate ou minimizar a derrota.

Procurar juntar os cacos, refazer aquilo que nós estávamos fazendo para poder pensar em classificação.
— Roberto Fonseca, técnico do Paysandu
– Tem que levantar o astral dos jogadores, a derrota dessa maneira é doída. Ela tem que doer mesmo. Até hoje vamos estar sentindo, a partir de amanhã nós temos que refazer, buscar levantar o astral e a moral, porque são esses jogadores que nos levarão à classificação – comenta o treinador bicolor.
Com alguns desfalques na cobertura defensiva do time, Roberto Fonseca acabou escalando um time diferente taticamente no jogo dessa segunda-feira. Ele conta que esse foi um dos motivos pelo baixo desempenho da equipe.

– Claro que a defesa acabou sendo prejudicada, nós não tivemos o nosso, vamos dizer, primeiro homem de marcação. Acabamos tendo que usar o Jonathan. Nós perdemos dois ou três jogadores para esse jogo e acabamos usando o Jhonnatan. Tivemos um meio de campo mais leve e, automaticamente, com menos marcação e mais técnico.

Acabamos tendo os setores prejudicando. Um acabou fazendo com que a consequência do outro sobrecarregasse, automaticamente foi nos impostos essa derrota.
— Roberto Fonseca, técnico do Paysandu
Fonte: G1
Foto: Jorge Luis Totti